Sunday, March 9, 2008

Outros Álbuns:

Michael Jackson - Thriller (25th Anniversary Edition) - 8/10
Morrissey - Greatest hits - 6/10
The Montain Goats - Heretic Pride - 7/10
Muse - HAARP Live From Wembley Stadium - 8/10
Daft Punk - Alive - 9/10

Friday, March 7, 2008

Goldfrapp - Seventh Tree

Logo à primeira faixa, "Clowns", fica arrumada a questão – Seventh Tree é o regresso dos Goldfrapp às origens. Um regresso às origens que, entenda-se, tem como epicentro o primeiro álbum de originais do duo composto por Alison Goldfrapp e Will Gregory - Fel Mountain.

Quando apareceram em 2000, na ressaca do que de melhor se fez no trip-hop e no auge do tal movimento de Bristol, os Goldfrapp aventurava-se por terrenos soturnos em formato folk-pop em Fel Mountain. Pouco depois Beth Gibbons e os seus Portishead anunciavam um hiato que termina este mês com a edição de Third. Tudo fazia imenso sentido.

O que aconteceu em 2003 é exactamente o que acontece agora em 2008, ou seja, os Goldfrapp empatam a contenda, depois de dois álbuns de fusão electro-pop eficaz – Black Cherry, de 2003, e Supernatur, de 2005 -, a banda criou uma nova imagem de marca que tinha as pistas de dança como pano de fundo. Com Seventh Tree fazem-nos regressar à folk, às baladas com guitarras acústicas e, timidamente, ao electro-pop – em "Caravan Girl", a única faixa a remeter para o passado mais recente.

A verdade é que uma tão corajosa mudança de atitude e sonoridade já não faz em 2008 o sentido que fazia em 2003. O qurto álbum dos Goldfrapp goza de bons momentos – "Cologne Cerrone Houdini", "Little Bird" e "A&E" são bons exemplos – mas no final mostra-se muito insonso.

6/10

Thursday, March 6, 2008

Youtube: Alter Bridge - Ties That Bind


"Ties That Bind" é o segundo single retirado de Blackbird, um dos melhores - senão o melhor - álbuns hard-rock de 2007. O vídeo é, à imagem de "Rise Today" - primeiro single - baseado num concerto da banda. Tecnicamente irrepreensível.

Tuesday, March 4, 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend

Está descoberto o primeiro grande hype de 2008. Chamam-se Vampire Weekend, vêm de Nova-Iorque e resultam de uma salada de frutas de estilos e referências. A verdade é que as indicações já haviam sido dadas pelo homónimo EP de estreia, do qual saiu “Cape Cod Kwasse Kwassea”, 67ª melhor canção do ano para a reputada Rolling Stone.

À primeira audição de Vampire Weekend, damo-nos conta que se os Tinariwen são africanos a fazer música ocidental, os Vampire Weekend são Ocidentais que desfilam música Africana, piscando o olho à Jamaica.

Quer isto dizer que há por aqui bastantes ritmos africanos e reggae à Police - tudo subcategorias numa indie-pop apromadinha. Há ainda influências de gente como David Byrne e Talking Heads e canções que se distinguem perfeitamente umas das outras, indo directamente ao assunto.

O disco começa de forma enganadora com “Mansard Roof”, que é quase uma canção de embalar. Segue-se com uma cheia de groove “Oxford Comma” e uma portentosa “A-Punk” que contém um riff que promete dar que falar. A 6ª faixa, “Campus”, é também a primeira que passa, infelizmente, sem nos darmos conta. “One (Blake's Got A New Face)" faz valer um disco e “I Stanted Corrected” é uma canção midtempo, com voz tipo Alex Turner (Arctic Monkeys).

Esqueçam-se as influências. Este é um disco para ouvir sem complexos. Além disso, o adquirir de uma personalidade própria não parece ser um grande problema para os Vampire Weekend.

9/10

Monday, March 3, 2008

Youtube: Gogol Bordello - Start Wearing Purple



Os Gogol Bordello são o quinto nome confirmado para o Oeiras Alive! 08. A banda multi-étnica não vale, essencialmente, pelos álbuns, sendo que os mesmos parecem não passar de meras desculpas para as actuações ao vivo. O resultado em estúdio não é mau, mas ao vivo é estrondoso. Recomenda-se vivamente uma passagem por Oeiras no dia 10 de Julho - o mesmo dos Rage Against The Machine. O vídeo aqui presente é referente à passagem pela edição do Festival Paredes de Coura de 2007.

Saturday, March 1, 2008

Álbuns de Fevereiro:

Álbum do Mês:

British Sea Power - Do You Like Rock Music? (Imagem) - Link

Outros Álbuns:

Cat Power - Jukebox - Link

Hot Chip - Made In The Dark - Link

Bullet For My Valentine - Scream Aim Fire - Link

Sons & Daughters - This Gift - Link

Jack Johnson - Sleep Through The Static - Link

Lenny Kravitz - It Is Time For a Love Revolution - Link

Simple Plan - Simple Plan - Link

The Feeling - Join With Us - Link

The Feeling - Join With Us

Certamente se lembrará de "Sewn", enorme hit radiofónico saído do primeiro álbum dos Feeling - Twelve Stops And Home -, que invadiu os Top's Europeus, tornando os Ingleses na banda mais tocada nas rádios britânicas, em 2006 e no guilty-pleasure de muito boa gente.

Join With Us é um prolongamento das ideias do registo de estreia, ou seja, os Feeling não querem ser levados realmente a sério – ainda que arrisquem um pouco mais neste segundo capítulo discográfico –, sendo que desenham um disco pop fácil, com canções cada uma mais catchy que a outra, que denunciam uma banda que passou os últimos meses a ouvir o último álbum dos Silverchair e a discografia dos Queen.

No que diz respeito a canções, “I Thought It Was Over” é electro-pop um pouco descabida, "Join With Us", apesar dos patéticos primeiros segundo, é o melhor momento de do disco e a canção mais pesada que os Feeling alguma vez compuseram. “Spare Me” revela um Dan Gallispie – vocalista – que nunca ouvimos tão ambicioso e ”I did It For Everyone” desdobra-se num redundante final. “Won’t Go Away” torna-se na vez dos Rouxette serem usados como referência e “Loneliness” é digna de uma boys-band de plástico. O álbum termina com “The Greatest Show On Earth”, um épico, no geral, fraquinho.

Ao segundo álbum, os Feeling voltam a revelar alguns pormenores interessantes, mas com um resultado final demasiado inconstante. Esquecível.

4/10