Morrissey - Greatest hits - 6/10
The Montain Goats - Heretic Pride - 7/10
Muse - HAARP Live From Wembley Stadium - 8/10
Daft Punk - Alive - 9/10
Quando apareceram em 2000, na ressaca do que de melhor se fez no trip-hop e no auge do tal movimento de Bristol, os Goldfrapp aventurava-se por terrenos soturnos em formato folk-pop
O que aconteceu em 2003 é exactamente o que acontece agora em 2008, ou seja, os Goldfrapp empatam a contenda, depois de dois álbuns de fusão electro-pop eficaz – Black Cherry, de 2003, e Supernatur, de 2005 -, a banda criou uma nova imagem de marca que tinha as pistas de dança como pano de fundo. Com Seventh Tree fazem-nos regressar à folk, às baladas com guitarras acústicas e, timidamente, ao electro-pop – em "Caravan Girl", a única faixa a remeter para o passado mais recente.
A verdade é que uma tão corajosa mudança de atitude e sonoridade já não faz em 2008 o sentido que fazia em 2003. O qurto álbum dos Goldfrapp goza de bons momentos – "Cologne Cerrone Houdini", "Little Bird" e "A&E" são bons exemplos – mas no final mostra-se muito insonso.
6/10
"Ties That Bind" é o segundo single retirado de Blackbird, um dos melhores - senão o melhor - álbuns hard-rock de 2007. O vídeo é, à imagem de "Rise Today" - primeiro single - baseado num concerto da banda. Tecnicamente irrepreensível.
À primeira audição de Vampire Weekend, damo-nos conta que se os Tinariwen são africanos a fazer música ocidental, os Vampire Weekend são Ocidentais que desfilam música Africana, piscando o olho à Jamaica.
Quer isto dizer que há por aqui bastantes ritmos africanos e reggae à Police - tudo subcategorias numa indie-pop apromadinha. Há ainda influências de gente como David Byrne e Talking Heads e canções que se distinguem perfeitamente umas das outras, indo directamente ao assunto.
O disco começa de forma enganadora com “Mansard Roof”, que é quase uma canção de embalar. Segue-se com uma cheia de groove “Oxford Comma” e uma portentosa “A-Punk” que contém um riff que promete dar que falar. A 6ª faixa, “Campus”, é também a primeira que passa, infelizmente, sem nos darmos conta. “One (Blake's Got A New Face)" faz valer um disco e “I Stanted Corrected” é uma canção midtempo, com voz tipo Alex Turner (Arctic Monkeys).
Esqueçam-se as influências. Este é um disco para ouvir sem complexos. Além disso, o adquirir de uma personalidade própria não parece ser um grande problema para os Vampire Weekend.
9/10
4/10