Tuesday, July 8, 2008
Youtube: Rage Against The Machine - Killing In The Name
Monday, July 7, 2008
dEUS - Vantage Point
E já lá vão 15 anos daquilo que já podemos chamar de uma extensa carreira. Tom Barman e companhia finalmente parecem ter estabilizado em termos de formação e Vantage Point – nome do bar pertencente ao Belga Klass Janzoons, que também participa no disco, na canção de abertura “When She Comes Down” – parece ser a sequência lógica de Pocket Revolution. Contando com Dave McCracken na produção, Vantage Point faz sentir a presença do fantasma dos Afghan Wings e é um disco que, para além de dançável – a funky "Architect" –, consegue também, por vezes, ser duro – “Favourite Game” e “Is a Robot”.
O disco conta com dois singles logo à partida, o Belga “Slow” e o internacional “Architect”. Se o primeiro conta com a sensual participação de Karin Dreijer Andersson dos Knives, o segundo é um dos exemplos mais dançáveis do disco. Já “Eternal Woman” conta com voz feminina a equilibrar o tom mais forte de Barman e em "The Vanishing Of Maria Schneider” deparamo-nos com a mais surpreendente colaboração do disco – Guy Garvey dos Elbow.
Há quem diga que este poderá ser o álbum que porá os DEUS no mainstream. Duvide-se. Vantage Point não é de maneira nenhuma um disco fácil. Como as próprias participações o denunciam: mais indie que isto é difícil.
6/10
Sunday, July 6, 2008
Youtube: The Subways - Alright
Saturday, July 5, 2008
Brincando aos Clássicos: Radiohead - OK! Computer
Não vale a pena alongarmo-nos numa avaliação geral ao som de OK! Computer. A sua qualidade exige uma análise faixa a faixa.
A abrir, a banda de Thom Yorke presenteia-nos com a cósmica “Airbag”, canção que contém uma força nas guitarras que denuncia um disco mais rock do que aquilo a que se vem confirmar mais afrente. Segue-se o primeiro grande clássico incontestável de OK! Computer, “Paranoid Android”, um épico intemporal que começa acústico e acaba eléctrico. Pelo meio há mudanças de ritmo bruscas e um dos melhores solos de guitarra de todos os tempos. Impressionante a emoção que Thom Yorke consegue transmitir ao repetir desalmadamente a frase "Rain Down, Rain Down, Rain Down On Me...". Já “Exit Music (For A Film)", contém coros de igreja - haveriam de ser todos assim - e quota-se com uma das três canções do álbum que vem, certamente, de outra galáxia. Outra dessas canções é "Let Down". Aquela que é uma das (injustamente) menos prezadas – pelos fãs - faixas desta obra-prima é também um dos mais – senão mesmo o mais - emocionais e fantásticos momentos do álbum. Contém ainda aquele que talvez seja o melhor momento de Thom Yorke e companhia durante todo o álbum: "You Know / You Know Where We Are With / Floor Colapsing, Floating / Boucing Back...". “Karma Police” é outro clássico instantâneo. Thom Yorke canta "For a minute there / I Lost Myself / I Lost My Self", mas quem se perde – de emoção e devoção – é o ouvinte. “Electioneering” é a canção mais desvairada de todo o disco e uma colecção de grandes solos de guitarra. Por seu lado, “Climbing The Walls” é canção mais distante do álbum. Será, provavelmente, nessa distância que residirá o segredo de outro dos grandes momentos da obra. “No Surprises” contém sons como que saídos de caixinhas de sons para criança e é um dos mais improváveis êxitos a que a industria musical já assistiu. A terminar, são-nos apresentadas “Lucky” e “The Tourist”. Se a primeira tem o melhor Thom Yorke e a melhor guitarra do terceiro álbum dos Radiohead, a segunda é um dos momentos mais apreciados pelos fãs que fecha o disco com chave de oiro.
OK! Computer continua a ser, ainda hoje, o peso pesado da discografia dos Radiohead. In Rainbows amainou um pouco o estigma. Mas como em 1997, em 2008 OK! Computer continua a ser a obra maior dos Radiohead - e um dos melhores álbuns de todos os tempos.
Friday, July 4, 2008
Youtube: Jay-z parodia Oasis no Glastonbury
Thursday, July 3, 2008
A Naifa - Uma inocente inclinação para o mal
Todo o resto se mantém. Falamos da formação - Luís Varatojo na guitarra portuguesa, João Aguardela no baixo, Vasco Vaz na bateria e Maria Antónia Mendes (seguríssima) na voz –, da receita – guitarra portuguesa, guitarra eléctrica, baixo, bateria e samplers – e do próprio nível das canções – melhores momentos em “Um Feitio de Rainha”, a estranhamente reggae “Filha de Duas Mães”, “Esta Depressão que me Anima” e “Um Rapaz Mal Desenhado.
É, hoje em dia, dificil ser-se original. Os A Naifa pegam na canção de Lisboa – já de si algo localizada – e dão-lhe a roupagem que ninguém, até Canções Subterrâneas, se havia atrevido a dar-lhe.
7/10