
Os Lifehouse são uma daquelas bandas que explodiram no início do século, mas que não obtiveram grandes repercussões
à posteriori.
Em 2000 lançam o primeiro álbum “No Name Face”, um êxito comercial em grande parte graças ao grande verdadeiro hit da ainda curta carreira, "Hunging In The Momment". Dois anos depois, como que numa espécie de tentativa de não serem esquecidos pelo grande público, editam o segundo de estúdio “Stanley Climbfall”. O plano não resulta, a banda passa desta vez ao lado do mainstream. Esperam desta vez três anos e em 2005 lançam o homónimo "Life House", desta vez com algum retorno comercial, ainda que faltasse qualquer coisa. "Who We Are" pode ser o álbum que faltava nos seis anos de existência da banda Americana.
O trio de Los Angeles aproxima-se, em alguns temas, do tão proclamado pós-grunge (chamemos-lhe Pop/Rock com suaves tonalidades desse pós-grunge traduzido na voz de Jason Wade), ficando-se noutros por um registo mais melancólico com falsetes aqui e ali. As canções vão, por vezes, de encontro a alguns clichés da Pop mais melosa, sendo que de outras vezes a banda sai-se com razoáveis surpresas.
O início de "Who We Are" pode muito bem conter três propícios sucessos - às canções mais Rock "Disarray" e "First Time" junta-se a mais calma "Whatever It Takes". Já "The Joke" é uma canção inspirada numa história real, trazendo algum peso tanto instrumental como lírico, uma vez que a letra trata um suicídio. Pena que o álbum perca força a caminho do seu final.
Ainda que por vezes possam ser associados a uma geração MTV sedenta de canções easy-listening, os Life House sabem como fazer boas canções.
6/10