Sunday, August 19, 2007

Static X - Cannibal

Ao quinto álbum, os Static-X encontram boas razões, para continuar a sua caminhada pelo metal industrial.
Os elementos que tornaram a banda Wayne Static continuam lá – electrónica, beats e samples misturados com riff's rasgados a piscar meio olho aos System of A Down. Mas há pequenas diferenças que tornam "Cannibal" num dos melhores álbuns da banda Norte-Americana.

As vocalizações do líder incontestado da banda, Wayne Static, estão mais agressivas e os riff's bem mais pesados, contando "Cannibal com a bem-vinda adição de solos de guitarra. Resumindo: "Cannibal" é o mais pesado álbum da carreira dos Static-X. E se o termo brutal é nos dias de hoje tão raramente bem empregue, os Static-X dão-nos razões para o empregar de forma nostalgicamente perfeita.

As canções são curtas, não passando dos três minutos e meio de duração. A lírica da banda continua a passar, na maior parte das vezes por enumerar conjugações verbais ou adjectivos vários, que na sua maioria remetem para uma só temática: a morte. O objectivo parece ser o de contar mórbidas histórias com o mínimo de vocabulário possível. De outra maneira o metal dos Static-X não resultaria.

Depois da desilusão que foi "Start A War", os Static-X dão um decidido passo em frente, na altura em que a banda edita pela primeira vez um álbum com a mesma formação.

7/10

Black Rebel Motorcycle Club - Baby 81

É impossível não associar a guitarra eléctrica da capa de "Baby 81" ao regresso das mesmas à música dos Black Rebel Motorcycle Club (BRMC). Os BRMC regressaram ao bom e velho Rock N' Roll."Baby 81" é um dos melhores registos do ano do género.

Depois de dois agitados primeiros álbuns de originais, o primeiro editado em 2001, de onde saiu o tão badalado tema "Whatever Happened to My Rock N' Roll?" e o segundo editado em 2003 – o trio sentiu a necessidade de colocar o peso de lado, dando então lugar à veia acústica que nunca lhes havíamos reconhecido. Estávamos em 2005 e "Howl" não era um mau álbum, mas sentiu-se que BRMC sem guitarras eléctricas seria o mesmo que uma bicicleta sem travões ou automóvel sem condutor: funciona, mas de forma limitada. “Howl” era portanto um passo tão atrás como "Baby 81" é um em frente.Grandes canções como "Took out a loan", "Berlin", a balada midtempo "All You Do Is Talk", ou o estupendo primeiro single "Weapon of Choice" - que revela a continua veia política da banda - provam que é neste campeonato que os os BRMC conseguiram e conseguirão os maiores feitos da sua carreira.

Ao quarto álbum de estúdio os BRMC voltam a pegar nas guitarras e tentam salvar o Rock. Salvar o Rock talvez seja exagerado, mas o trio Norte-Americano consegue fabricar um dos melhores álbuns do ano.

8/10

Thursday, August 16, 2007

Youtube: Smosh - Tranformers Rap















Têm fama de gozões e pelos vistos não desdenham o proveito. Como usar o humor para rappar a canção dos Transformers. Sim! Esses do filme que tem sido por demais publicitado.

Vídeo -> http://www.youtube.com/watch?v=0_T-RGXKGS8

Groove Armada - Soundboy Rock

Longe vão os tempos áureos dos Groove Armada, em que canções como "I see You Baby" e "Superstylin" se tornaram clássicos das pistas de dança de todo o mundo. O duo Londrino era no seu todo, o novo Messias e salvadores da música de dança, ainda que o ecletismo dos seus álbuns não revelasse tais pretensões. Entretanto muita coisa aconteceu. A banda foi perdendo popularidade, popularidade essa que a própria música de dança dava lugar. Vivia-se o revivalismo new-wave, ainda hoje muito em voga e o duo chegaria mesmo a colocar a hipótese de acabar com o projecto. Seria mesmo necessário esperar quatro anos para chegar o sucessor de Lovebox.

Passados dez anos desde a sua formação, "Soundboy Rock" poderá ser muito bem o canto do cisne para os Groove Armada. Tem tudo para resultar. Tem participações de gente ilustre como Alan Donohue dos The Rakes, Simon Lord dos Simion Mobile Disco e Tony Allen dos The Good, The Bad & The Queen (o mais recente projecto de Damon Albarn). Mas salvo um ou outro momento de inspiração cai na banalidade de quem já fez tudo isto antes com muito melhores resultados. Consegue surpreender com a Ex-Sugababe Muyta Buena (olha a piada fácil) em "Song 4 Mutya (Out of Control)", faz-se de reggae em "Soundboy Rock", volta à dança em "Feel The Same" e tenta ainda colocar de novo um tema dos Groove Armada nos anais da música de dança.

Pode-se dizer que Tom Findlay e Andy Cato fizeram de tudo para não construir um mau disco. Mas digamos que prolongar um mau disco para lá dos 60 minutos também não ajuda.

4/10

Monday, August 13, 2007

Outros Álbuns


Ash - Then And Now - 6/10
The Rakes - 6/10
The Shins - Wincing the night away - 6/10 (Imagem)
A Perfect Murder - War Of Aggression - 6/10
Janes Addiction - Up From The Catacombs - 7/10
Architecture In Helsinki - Places Like This - 6/10
Tokio Hotel - Room 483 - 5/10
Funeral For A Friend - Tales Don't Tell Themselves - 7/10
Scorpions - Humanity Hour I - 4/10
VA - Transformers Ost - 4/10

Youtube: Punk's Not Dead - Movie Teaser
















Punk's Not Dead é um documentário que pretende fazer um retrato histórico, desde o punk de gigantes como Sex Pistols ou Ramons até aos actuais Greenday ou Sum 41. Fica o trailer/teaser depois de já ter estreado nos Estados Unidos.

Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=qoJ8LFswY9c

Saturday, August 11, 2007

Smashing Pumpkins - Zeitgeist

A primeira encarnação estava feita a prazo. O primeiro sinal de autodestruição dos Smashing Pumpkins surgiu quando D'Arcy Wretzky deixou o baixo. Não havia problema. O feitio de Billy Corgan achava a solução na colocação de uma carismática personagem no seu lugar. Melissa Auf Der Maur era escolhida. Os Pumpkins podiam continuar a sua triunfante caminhada de sucesso. Seguir-se-lhe-ia James Iha e começavam a vir ao de cima verdadeiros sintomas de demência numa das mais importantes bandas da década de 90. Depois de uma inglória despedida com "Machina/ The Machines of God", Corgan tentou a sua sorte com os Zwan e voltou a tentá-la, a solo, com "The Future Embrace". Nada resultava. Tinha de fazer voltar a velha máquina. "Quero de volta a minha banda" era a frase de Billy Corgan que qualquer profeta de trazer por casa poderia ter anunciado. O regresso dá-se em estúdio no final de 2006, e aos palcos em meados de 2007. Dois meses depois da estreia nos palcos, "Zeitgeist" vê a luz do dia. Nada disto é novidade. Muito foi o alarido que rodeou o regresso da banda e, paralelamente, Corgan ia preparando terreno ao tocar novas canções como que a fazer a ponte entre os inúmeros sucessos dos Pumpkins."Tarantula" e "United States" já vinham a ser tocadas nos últimos meses por essa Europa fora. A digressão pré-novo álbum dos Smashing Pumpkins correu de feição. A banda provou que estava de regresso em boa forma, mesmo com uma formação 50% renovada. A mesma formação ficava então renovada com Ginger Reyes no baixo e Jeff Schroeder na guitarra.

"Zeitgeist"tem sido fustigado pela crítica. Não é caso para tal. A crítica esperava por "Zeitgeist". Queria tornar o regresso dos Smashing num dos fracaços/flops do ano. De certo modo vai conseguindo. Os fãs estão divididos. Há quem goste, há quem adore. Há quem se sinta indiferente. Uma coisa é certa. "Zeitgeist" não vai ficar para história como um álbum realmente marcante. É bom, sim! Mas falta qualquer coisa para atingir o outro patamar. Tem a capacidade de atribuir uma grande dose de protagonismo à bateria de Chamberlin: oiça-se o melhor momento do álbum, "Starz". "Doomsday Clook" possui a mesma energia que o single de apresentação, "Tarantula" que é capaz de ser um dos mais imparáveis singles dos Smashing Pumpkins. Não atinge a genialidade de "Stand Beside Your Love", "Bullet With Butterfly Wings" ou "Zero", é certo, mas consegue transmitir uma nova energia contida na (nova?) banda de Billy Corgan e Jimmy Chamberlin. "Bleeding The Orchid" é uma canção easy-listening e candidata a segundo single. "United States" é um bom épico e quase 10 minutos ao qual se segue o momento mais calmo de "Zeitgeist": "Neverlost".

Tudo isto seria muito bom, se as restantes quatro faixas que completam "Zeitgeist" não fossem um conjunto de canções sem cor, alma nem chama. De qualquer das formas já lhe valeu umas quantas entradas directas nos TOP's de todo o mundo. Prova de que os fãs não se esqueceram de álbuns como “Mellon Collie And The Infinite Sadness” ou “Siamese Dream”.

6/10